Essas fotos são um questionamento sobre o que é a felicidade e o quanto ela pode ser relativa em determinado momento da vida. Um questionamento sobre a veracidade da felicidade, da nossa infelicidade... se você já foi ou pretende um dia ser feliz... se algum dia você teve o que quis, e se faz alguma coisa para tê-la, para ser feliz ou considerar-se assim.
Nada é mais confuso sobre a vida quanto a felicidade pode ser. Porque acreditar na felicidade nada mais é do que atirar no escuro... brincar de pique esconde em meio a um tiroteio... ou então se esconder em meio a escuridão. Ser feliz é algo extremamente relativo; O que pra mim pode ser felicidade, pra você pode ser a certeza de que sou um imbecil, ou vice e versa.
Acredito
que muitas pessoas como eu já se questionaram sobre a felicidade;
principalmente nas vezes em que foram ou se sentiram usados, nas vezes
em que foram postos de lado, esquecidos, traídos e humilhados
exatamente quando tentavam encontrar a felicidade na mais pura de suas
formas... No amor.
E
não tentem imaginar o quão doloroso pode ser vestir suas melhores
roupas na esperança de que alguém vá tirá-las, pra no final das contas
você mesmo o fazer, e ir dormir sozinho mais uma vez. Pra quando você
olhar no fundo dos olhos do seu cachorro e deparar-se com o fato de que
aquela coisa peluda pode ser tudo o que você tem naquele momento... E
droga!! Ele nem ao menos fala sua língua!
Mas
ver tudo isso e cada um de todos os seus infortúnios como algo que
passa, com a certeza de que vai passar, mesmo com a hipótese de se
enganar ou estar se enganando de novo... É de fato, a verdadeira
felicidade. A felicidade cega. A felicidade que em algum momento
conseguiu falar mais alto.
(Perda - Jose Nedel)
E não duvide de que sempre vai haver um colega com
notas mais altas que as suas, sempre vai existir aquele seu amigo que
além de ser mais bonito ainda aparece com roupas caras toda semana...
OU SEJA; sempre vai haver alguém que janta toda semana no McDonalds
enquanto você frita as batatas. Só acredito que não há nada mais lindo
do que se mostrar forte exatamente nesses momentos, pra dar graças a
Deus por ter alguém que te espera todas as noites em casa(seja o pai, a
mãe, a namorada, namorado, irmão, tia, cachorro...) pra te ver chegar
sujo, cansado e fedorento... Mas pra te ver chegar e simplesmente pra
isso.
Nada mais vago, nada mais louco, nada é muito, nem muito pouco quando falamos de felicidade, sobre a sua importância, sobre a convivência que temos com ou sem ela. Mas tenho certeza de que muitas vezes não será preciso procurar pela felicidade quando você carregar ela consigo. Como se fosse uma pequena bomba relógio que a qualquer momento pode explodir; seja no escuro, seja em plena luz do sol ou quando alguém te convidar pra sair... de casa, do tédio, do domingo triste e amargurado de um outono chuvoso onde nada pode ser mais difícil, do que ainda ter a esperança... De ser feliz.
Dedico todo esse devaneio acima para pessoas especiais como Maiara Lauter, meu irmão Gutierre e a sua amiga Amanda Porterolla, meus colegas de trabalho(Carla Orsino, Grisseldis Fleck...), meus colegas de colégio (Jonas, Alessandra...) e qualquer um que, em algum momento dessa vida, tenha me feito feliz.